sábado, 8 de janeiro de 2011

Me espera?

Pra quê, por quê se afogar? Não vá por esse caminho, está vendo a floresta ao lado? Esse bosque não te levará a nada, e essa floresta, alguma coisa deve ter. Alguns passarinhos, outros rios melhores que podem ser menos profundos e assim você não corre tanto risco. Mais fácil, não acha?
Não, não acho. Não vejo sentido em se mergulhar pela metade. Ou você vem por inteiro, ou não. Sem nenhum tipo de oi-to-ou-oi-ten-ta, as coisas são podres, como aquela árvore do bosque, sabe? E eu não quero ficar como ela. Não quero me entregar tão fácil, e se eu mergulhar, o caminho será outro. Então tire essas suas mãos medrosas de cima de mim, sei muito bem que vou colher tudo há anos á frente, mas espero, paciência, to fazendo tudo com muito amor, muita paz, to sofrendo, tá doendo, tá sentindo os calos nos meus pés? Mas é assim, daqui a pouco eu volto melhor e você entende tudo de uma vez.